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Historial dos Páras

Pára-quedistas

OS PRIMEIROS PÁRA-QUEDISTAS PORTUGUESES

                                                           

(1ª parte)

                                                                
    

    A historia dos primeiros pára-quedistas portugueses não pode ser iniciada com a criação oficial do BATALHÃO DE CAÇADORES PÁRA-QUEDISTAS em 1 de Janeiro de 1956, ignorando-se algumas proezas realizadas com êxito e, que marcaram uma época do nosso País.
    Com efeito, em 6 de Outubro de 1922, o Capitão Mário Costa França e o Tenente José de Barros, ambos engenheiros militares e respectivamente 1º e 2º Comandantes da Companhia de Aerosteiros, unidade militar pertencente à arma de Engenharia do Exército e sedeada em Alverca, realizam o primeiro lançamento em pára-quedas, efectuado por portugueses, a uma altura de 500m e utilizando como meio aéreo um balão.
    Oito anos volvidos, em 14 de Outubro de 1930, o 1ºCabo José Maria da Veiga e Moura, pertencente à Esquadrilha Nº1 do Grupo Independente de Aviação, de Protecção e Combate, utilizando um pára-quedas “AVIOREX”, saltou sobre as pistas da antiga Base Aérea Nº3 em Tancos, a 800m de altura, indo aterrar, completamente ileso, a nordeste da povoação das Madeiras. A proeza mereceu-lhe um louvor publicado na O.S. do Comando da 3ª Região Militar.
    Com o deflagrar da 2ª Guerra Mundial e durante a ocupação nipónica da Colónia Portuguesa de Timor, em 19 de Fevereiro de 1942, havendo necessidade de situar em território ocupado indígenas que, utilizando meios rádio, comunicassem com o continente australiano, fornecendo informações sobre os movimentos militares japoneses em terra, mar e ar, foi decidido recrutar, para esse fim, elementos conhecedores do terreno e dos idiomas locais.
    Vindo da Austrália num submarino norte-americano e a coberto da noite, desembarcou na Ponte de Luca, o Tenente Pires, com a missão de recrutar, localmente, voluntários dispostos a receberem instrução de pára-quedismo e de telegrafia.
    Doze portugueses iniciam em Sidney, no Campo RICHMOND, o curso de pára-quedismo, com o compromisso solene do governo australiano de, como nacionais de um país neutral, apenas serem empregues em missões no interior do território de Timor português.
    A instrução que frequentaram para além da intensa preparação física, incluía técnicas de aterragem e saída de aeronaves; após o período de instrução em terra iniciaram-se os saltos em pára-quedas, primeiro sem equipamento de combate, depois com todo o equipamento e armamento necessários à missão e, por último, saltos para a água com embarcações de borracha e coletes salva-vidas.
    Terminado o curso, todos os portugueses que eram civis, receberam instrução de orientação com bússola, leitura de cartas e mapas, manejo de armamento diversificado, reconhecimento de navios e aeronaves inimigas, alfabeto “morse”, técnicas de propaganda, subversão e utilização de meios rádio.
    Concluída esta instrução foram deslocados para a ilha Frazer, onde praticaram todas as técnicas recém assimiladas, complementadas com treinos intensos de remo e navegação nocturna auxiliados por bússola.
    Os primeiros portugueses a serem infiltrados em Timor, fizeram-no por via marítima. Desembarcaram em Lautém, em Agosto de 1944, tendo um sido dado como desaparecido e dois capturados perecendo no cativeiro. Como pára-quedista só entrou em acção o Celestino Santos que integrado num outro grupo saltou na ribeira de Laleia; desempenhando corajosamente a sua missão em combate foi posteriormente condecorado pelo governo australiano.

Os primeiros passos:
    

    Após o final da 2ª guerra Mundial e certamente devido ao facto das acções dos militares pára-quedistas, quer alemães quer aliados, terem sido bastante divulgadas em Portugal, surgiu a ideia de enviar ao estrangeiro alguns quadros do Exército para se especializarem em pára-quedismo.
    No entanto, esta ideia só ganharia corpo em 1951, quando na sequência de convite feito a todos os oficiais das Armas e Serviços do Exército foram seleccionados 2 dos 4 voluntários.
    Em 26 de Agosto de 1951, os Capitães de Infantaria Martins Videira e Monteiro Robalo partem para França com a finalidade de frequentarem em Pau (École des Troupes Aeroportées) o curso de pára-quedismo.
    Este curso só ministrou as técnicas de pára-quedismo com saltos diurnos e nocturnos, excluindo qualquer disciplina relativa ao emprego militar de forças pára-quedistas. Os dois oficiais portugueses regressaram em 4 de Novembro do mesmo ano, tendo sido ambos “brevetados” pára-quedistas.
    Uma vez em Portugal regressam às suas unidades, não tendo sido, ao tempo, tomada qualquer iniciativa tendente a valorizar a especialização obtida.
    Em 1952 é promulgada a Lei Nº2055, de 5 de Julho, que torna as Forças Aéreas um ramo das Forças Armadas. Curiosamente é neste diploma que aparece a primeira referência legal às Tropas pára-quedistas; o art. 9º previa que “…Eventualmente podem ser integradas nas forças aéreas em operações, fazendo ou não organicamente parte delas, unidades pára-quedistas”.
    No Exército continuava, debalde, o debate sobre se deveria ou não criar-se uma (ou mais) unidades com características especiais. “Era o dilema das massas indiferenciadas e das elites apuradas”.
     Enquanto no campo das ideias e concepções de emprego o esgrimir de argumentos continuava, na prática e por iniciativa do Ministro da Defesa Nacional, Coronel Santos Costa, seguem para França, a 23 de Agosto de 1953, o Aspirante Fausto Marques e os Sargentos Américo Matos e Manuel Gonçalves para frequentarem, sem interrupção temporal, o curso de pára-quedismo e o curso de instrutores/monitores, respectivamente, tendo sido acompanhados pelo Capitão Robalo que assim regressava a Pau para apoiar os seus compatriotas no curso básico e com eles integrar e frequentar o de instrutores/monitores.
    Ainda antes do regresso a Portugal destes militares, o que aconteceu a 24 de Dezembro de 1953, seguiram para a Escuela Militar de Paracaidistas “MENDEZ PARADA” em Alcantarilla – Espanha, os Aspirantes Soares Cunha e Rosado Serrano e o Sargento Freire de Sousa, a fim de frequentarem os cursos de pára-quedismo e de instrutores/monitores. Com o regresso deste grupo, a 30 de Março de 1954, o Exército Português dispunha de 8 oficiais e sargentos especializados em pára-quedismo, dispersos pelas suas unidades e sem qualquer aproveitamento prático.
    Com a promulgação da Lei que individualizava a Força Aérea como ramo das Forças Armadas e, ao mesmo tempo previa a integração nesta de unidades pára-quedistas, um novo elemento veio juntar-se ao debate sobre as Tropas Especiais: Em que ramo deveriam ser incorporados (caso fossem criadas como unidade) os pára-quedistas?
    
Responde o General do Exército Kaúlza de Arriaga, ao tempo, Subsecretário de Estado da Aeronáutica e responsável “de jure” pelo desenvolvimento da Força Aérea e das Tropas Pára-quedistas: “…mas o Ministro da Defesa Nacional acabou por fazer vigorar, através de um critério pragmático, a concepção da existência de um corpo de forças especiais – as Tropas Pára-quedistas – na Força Aérea. Critério fundamentado, em primeiro lugar, na indispensabilidade de forças especiais, dado ser impossível, por carência de matéria-prima humana e por falta de recursos financeiros, dar à totalidade dos efectivos uma preparação minimamente compatível com algumas importantes exigências da guerra moderna, fosse ela convencional, nuclear ou subversiva, acrescendo, no caso vertente, existirem missões que só as Tropas Pára-quedistas podiam executar. Critério fundamentado, em segundo lugar, na posição, ainda estão solidamente vigente no Exército, ou mais precisamente nos seus Chefes, e não na Força Aérea, contra as forças especiais, o que aconselhava a colocação das Tropas Pára-quedistas nesta Força Aérea, que as acarinharia, e não aquele Exército, onde estariam condenadas à dissolução precoce …”

ALCANTARILLA


A partida:

    As sementes estavam lançadas mas para formar uma unidade pára-quedista era necessário especializar (preferencialmente de uma só vez) um maior número de militares.
    Existindo no nosso país oficiais e sargentos habilitados com o curso de Instrutores/Monitores de Pára-quedismo, foi levantada a hipótese de se ministrar em Portugal um primeiro curso. No entanto e devido fundamentalmente à falta de infra-estruturas adequadas, optou-se por enviar a Espanha todos aqueles que viriam a ser os primeiros militares a integrar uma unidade de Tropas Pára-quedistas Portuguesas.
São pedidos voluntários a todos os ramos das Forças Armadas, apelo a que respondem oficiais, sargentos e praças que sob o comando do Capitão Videira, entretanto chamado à sua unidade em Chaves, se concentram no Campo de Tiro de Serra da Carregueira, onde são feitos os preparativos para o embarque rumo à Escuela Militar de Paracaidismo em Alcantarilla – Espanha. Uma curiosidade desta fase foi o facto de todos os militares terem recebido uniformes iguais, de boa qualidade e óptimo visual; tratava-se de uniformes, feitos por medida num alfaiate de Lisboa, idênticos aos utilizados pelas equipas desportivas que representavam Portugal no estrangeiro e de qualidade superior ao comum das Forças Armadas. Esta decisão de dotar todos os voluntários com o mesmo uniforme, foi talvez a primeira medida, aliada à atitude individual do oferecimento, a germinar um espírito de corpo peculiar que se iria criar nos futuros “BOINAS VERDES” de Portugal.

A chegada:

    Embarcados na Base Aérea de Sintra em Abril de 1955, chegam a Alcantarilla (Múrcia) onde iniciam o curso num ambiente de sã camaradagem e de muito boas relações com os espanhóis, adaptando-se rapidamente ao ritmo da instrução, (pouco exigente quer física quer técnica) e à vida social da região. E tanto assim foi que alguns militares portugueses acabaram por contrair matrimónio com jovens espanholas.
    
A 27 de Maio de 1955, pelas 11h, efectua-se o primeiro lançamento na presença de altas individualidades militares espanholas e também do Adido Militar junto da Embaixada de Portugal em Madrid, assim como de uma delegação de oficiais do Ministério da Defesa vinda expressamente de Portugal para esse fim. Tendo saltado em primeiro lugar os já pára-quedistas, Capitão Armindo Videira e Monteiro Robalo, seguiram-se os alunos, sem qualquer tipo de problemas e com o maior desembaraço. Como demonstração de elevada estima e consideração pelo contingente nacional, saltaram na mesma ocasião o Director da Escuela, Comandante Sarrazabal e os instrutores, Tenentes Piñon, Rituesto e Garcia; a terminar esta jornada saltaram também pára-quedistas espanhóis do Exército e da Força Aérea, vindos propositadamente das suas unidades para participar neste acontecimento.
    No dia 9 de Julho efectua-se o último salto do curso, o 22º ministrado na Escuela “MENDEZ PARADA”, sendo “brevetados” 188 militares portugueses. Para assistir a este salto e participar na cerimonio de entrega dos distintivos de pára-quedista, estiveram presentes as mais altas individualidades militares portuguesas, simbolizando bem a atenção e importância que na época teve o facto de Portugal passar a dispor de um corpo militar com características especiais. Só assim se justifica a presença em Espanha, do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, General Botelho Moniz, do Chefe do Estado Maior do Exército, General Barros Rodrigues e do Chefe do Estado Maior da Força Aérea interino, Brigadeiro Frederico Costa.
    Nesse mesmo dia, os recém “brevetados”, bem como os anteriormente formados em França e Espanha, receberam aquele que viria a ser o símbolo mais querido de todos os pára-quedistas portugueses, a BOINA VERDE. Pois é, pela primeira vez na história das Forças Armadas Portuguesas, uma boina era atribuída como artigo de fardamento, não como mais uma peça, mas sim como elemento identificador de algo que, como escreveria mais tarde o Tenente pára-quedista Fausto Marques, "…nem todos podem alcançar (a invejada Boina Verde) por isso os que a conseguem terão que defender o seu prestígio e honrá-la, sempre e em toda a parte.”

O regresso:

    A 15 de Julho de 1955 desembarcam no aeroporto da Portela de Sacavém e seguem para o Campo de Tiro da Serra da Carregueira, local onde ficará provisoriamente instalado o já denominado mas ainda não legalizado, Batalhão de Caçadores Pára-quedistas.
    Portugal e a sua Força Aérea, por iniciativa de chefes esclarecidos e visionários, em perfeita sintonia com oficiais, sargentos e praças, jovens, inovadores e entusiastas, passaram a dispor de uma força militar, totalmente integrada por voluntários e dotada de um espírito que fez dos pára-quedistas “a tropa que todas as outras procuram imitar”

CRIAÇÃO DO BCP


Apresentação à Nação:

    O Batalhão de Caçadores Pára-quedistas foi oficialmente apresentado à Nação, no dia 14 de Agosto de 1955, por ocasião das comemorações do “Dia da Infantaria”. Nesse dia perante o efectivo total do batalhão formado na Praça Marquês de Pombal em Lisboa, enquadrado numa formatura de forças do Exército, o Presidente da República, General Craveiro Lopes, fez a entrega solene do Guião da Unidade ao seu Comandante, o Capitão Armindo Martins Videira, detentor do distintivo de pára-quedista militar português nº1.
    O comportamento geral da unidade nesta apresentação oficial, especialmente durante o desfile, causou a melhor das impressões aos presentes, mas também e talvez por isso, apreensão e receio nos seus detractores. Para os “boinas verdes” de Portugal, empenhados nesta cerimónia, foi motivo de orgulho e incentivo o calor e carinho com que a população lisboeta que acorreu à Avenida da Liberdade, os aplaudiu e vitoriou.

O 1º salto em Portugal:

Uma vez regressados ao Campo de Tiro da Carregueira, os pára-quedistas aguardavam que em Tancos as instalações do Batalhão de Pontoneiros, fiquem disponíveis para os receber. A futura Casa-mãe de todos os pára-quedistas portugueses iria ser instalada junto à Base Aérea Nº3 e à Escola Prática de Engenharia.
    Ainda antes da instalação do BCP em Tancos, teve lugar na Base Aérea aí localizada o primeiro salto efectuado em Portugal pelos seus pára-quedistas. De facto, a 15 de Outubro de 1955, aproveitando a presença em Portugal de um oficial norte-americano conhecedor dos pára-quedas adquiridos pela FAP, o Capitão Videira, o Tenente Durão e ainda outros pára-quedistas executam um salto de treino a partir do já conhecido JU-52, sobre a pista da BA-3.


O suporte legal:
   
 
  Ainda em 1955 é criada pela Presidência do Conselho de Ministros, dependendo do Ministro da Defesa Nacional a Subsecretaria de Estado da Aeronáutica. Nomeado para ocupar a chefia deste recém-criado órgão de defesa foi o Tenente-Coronel de Engenharia, Kaúlza Oliveira de Arriaga. Este facto foi decisivo no processo de consagração legal das Tropas Pára-quedistas e definição das suas dependências, organização e ainda na atribuição das condições essenciais ao seu desenvolvimento. Oficial dotado de uma invulgar visão, soube antever as reais possibilidades deste tipo de unidades, a ele se devendo também a integração das Tropas Pára-quedistas na FAP.
    Resultando quase de imediato do acima referido foi a promulgação em 23 de Novembro de 1955 dos documentos legais que criaram e regulamentaram as Tropas Pára-quedistas.

Dependências:
   
    A Portaria Nº15671 assim como o Decreto Nº40395, atribuía a dependência do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas ao SEA, em ligação com o Ministério do Exército.

Missão:

         Ao BCP era atribuída a missão de funcionar como centro de instrução para pessoal destinado à especialidade, tanto a nível de quadros como de praças, incluindo aqueles que fossem passando à disponibilidade. Deveria ainda manter subunidades operacionais com o pessoal entretanto especializado.

Organização:
    O BCP, organicamente, sob o comando de um tenente-coronel, estava organizado em:
- COMANDO
- COMPANHIA DE COMANDO E SERVIÇOS
- DUAS COMPANHIAS DE CAÇADORES PÁRA-QUEDISTAS
- COMPANHIA DE INSTRUÇÃO
    O quadro orgânico de pessoal comportava 23 oficiais, 45 sargentos e 417 praças.

Pessoal:

    Quadros e praças eram escolhidos entre os voluntários que se ofereciam, oriundos dos ramos das Forças Armadas. Inicialmente só eram admitidos voluntários já militares, que para além de uma série de condições genéricas relativas à idade, estado civil, habilitações literárias e conduta moral, tinham de ultrapassar as seguintes “barreiras”:
- Inspecção médica;
- Provas físicas;
- Provas psico-físicas.
    A inspecção médica durava cerca de cinco dias, era constituída por um rigoroso exame nas seguintes especialidades: otorrinolaringologia, ortopedia, cardiologia, neurologia, clínica geral, análises várias, radiologia e fisioterapia.
    Os que passavam esta fase, na altura idêntica à realizada pelos pilotos aviadores, seguiam para as provas físicas:
- Salto em altura: mínimo 1,20m;
- Corrida de 60m: mínimo 9,2;
- Subida da corda: mínimo 4m;
- Abdominais: mínimo 45;
- Flexões de braços: mínimo 15;
- Corrida de duzentos metros com saco de areia pesando metade do peso do candidato.
    E de seguida as provas psico-físicas, destinadas a revelar o grau de decisão, coragem, auto-controlo e espírito combativo, sendo qualquer uma a eliminar:
- Combate de boxe;
- Salto para a lona;
- Passar o muro de pedra;
- Pórtico.
    Os considerados “APTOS” eram mandados apresentar-se no BCP – Tancos.

Instrução:

    
    Até 1958 e como já foi referido, todos os candidatos a pára-quedista já eram militares no activo; ao chegarem ao BCP vindos da Junta de Inspecção eram sujeitos à seguinte instrução:
- 1º Período – Repetição e aperfeiçoamento da Escola de Recrutas: 8 semanas
- 2º Período – Instrução de pára-quedismo: 6 semanas  
- 3º Período – Instrução Geral de Comandos: 12 semanas
- 4º Período – Instrução Especial de Comandos: 10 semanas
- 5º Período – Licenças: 25 dias
- 6º Período – Exercícios e Manobras: 8 semanas
    O acima designado por “Instrução de Comandos” era um conjunto de disciplinas militares que englobava a Formação Individual do Combatente, Tiro, Ordem Unida, Luta Anti-Carro, Defesa NBQ, Comunicações, Manuseamento de Explosivos e Condução de Motos e Viaturas.
    Após o 10º salto do curso de pára-quedismo, os recém especializados recebiam a “boina verde” e o distintivo de pára-quedista, beneficiando a partir dessa data da “gratificação pára-quedista”: oficiais – 1 000$00; sargentos – 600$00 e praças – 450$00.
    Na altura para não perderem as regalias e a “Boina” tinham no mínimo de dar 6 saltos por semestre.

TANCOS – Casa-mãe das tropas pára-quedistas portuguesas:

    
    A 4 de Janeiro de 1956 o Capitão pára-quedista Armindo Martins Videira assina e manda publicar a Ordem de Serviço Nº1 do BCP, sediado em Tancos.
    Instalado o Batalhão deu-se início aos trabalhos de melhoramento e construção de edifícios com melhores condições de habitabilidade e de trabalho. Também foram montados aparelhos para a prática de treino físico, instrução de pára-quedismo e dobragem de pára-quedas.

O 1º salto “em massa”:  
   
    A 10 de Fevereiro de 1956 realiza-se o primeiro salto “em massa”, como era hábito referir nessa época pelos “Páras” portugueses. O local seleccionado foi junto à vila da Golegã e pertencente à Quinta dos Álamos, denominava-se “BARRO-SOS”, tendo sido cedido para o efeito pelo proprietário e grande entusiasta da aviação, Sr. Gaspar Bonacho.
    Utilizando pára-quedas modelo T-10, recentemente adquiridos, e saltando dos lendários JU-52, grande parte do efectivo do Batalhão saltou nesse dia, perante o misto de espanto e admiração dos habitantes locais que acorreram ao local em bom número para testemunhar o invulgar acontecimento.

23 de Maio de 1956:

    Em 23 de Maio de 1956 o SEA, Tenente-Coronel Kaúlza de Arriaga inaugura oficialmente o BCP. Recebido no exterior das instalações pela tradicional Guarda-de-Honrra, foi-lhe entregue pelo Capitão Videira a “chave” do portão do BCP, após o que se procedeu à sua simbólica abertura. Depois da sua visita ás instalações realizou-se no campo do Arrepiado uma sessão de saltos de 50 “Páras”.
    De novo no Batalhão o TCoronel Kaúlza de Arriaga fez questão de salientar: “O BATALHÃO DE CAÇADORES PÁRA-QUEDISTAS embora de tão recente criação é já considerado, por força da sua própria natureza e pela forma excelente como se tem apresentado em público, uma Unidade de elite. Uma Unidade onde se cultiva acima de tudo a coragem e a disciplina, o arrojo e o aprumo moral."

Em actividade permanente:
    A actividade do BCP desenrolava-se a um ritmo intenso quer na actividade operacional e instrução de pára-quedismo, quer em cerimónias militares e actividades de divulgação. Eis aquelas que na altura tiveram mais impacto:
    Em 1955/56 dois oficiais pára-quedistas frequentam no Brasil cursos de educação física e da área aeroterrestre (básico, mestre de salto, precursor, manutenção de pára-quedas). A experiência recolhida foi transportada para Portugal e com algumas adaptações, pode-se afirmar que o nosso curso é muito semelhante ao ministrado no Brasil. Toros, calistenias, pista de cordas, “cangurus” e “pulos de galo” são denominações que compõem a gíria militar do pára-quedismo brasileiro.
    Em 1 de Julho de 1956 o BCP recebeu o Estandarte Nacional em cerimónia realizada no Aeroporto da Portela de Sacavém.
    Em Outubro do mesmo ano é levado a cabo um exercício táctico na região de Abrantes, onde se procura iniciar a prática de acções irregulares do tipo “comando”.
    Em 7 de Janeiro de 1957 começa o 1º Curso de Pára-quedismo com 56 candidatos e terminaram a 28 de Fevereiro do mesmo ano com 37 conquistando a “boina verde”.
    Ainda em Fevereiro o Capitão pára-quedista Leite de Faria é agraciado com a Ordem Militar da Torre e Espada do Valor Lealdade e Mérito, pela sua acção em combate na Guerra Civil de Espanha (1936-1939). E também uma força pára-quedista presta honras militares à Rainha de Inglaterra por ocasião da sua visita a Portugal.
    A 7 de Março de 1957 teve início o 1º Curso de Instrutores/Monitores de Pára-quedismo, sob orientação do Tenente pára-quedista Fausto Marques. Terminou a 23 de Maio, tendo-o concluído 3 oficiais, 4 sargentos e 6 praças.
    As demonstrações de pára-quedistas sucediam-se (só em Pedras Rubras estiveram presentes 200 000 pessoas!!!).

Ainda em 1957 realizou-se o 2º Curso de Pára-quedismo. Este teve a particularidade de ser frequentado por apenas 2 oficiais; um capelão e um médico!!!
    Em 7 de Fevereiro de 1958 termina o 1º Curso de Manutenção e Dobragem de Pára-quedas. Este curso foi realizado de acordo com a metodologia americana. O planeamento deste curso ficou a dever-se aos oficiais que se haviam deslocado ao Brasil, país que também seguia a metodologia americana.
    A 23 de Maio de 1958 por ocasião do 2º aniversário da fundação do BCP foi entregue ao Brigadeiro Ponte Rodrigues, Director do Serviço de Instrução da Força Aérea, um pergaminho com a seguinte mensagem: “Aos 23 de Maio de 1958, dia da unidade, o BCP, tendo efectuado 5 736 saltos sem qualquer acidente que se possa imputar a deficiência na dobragem do pára-quedas, presta homenagem aos seus dobradores.”

Algumas novidades:

    Em Portugal como de resto por todo o mundo, as Tropas Pára-quedistas são pioneiras em muitos aspectos da actividade militar. Dos procedimentos aos materiais, dos uniformes aos cerimoniais, quase e sempre os pára-quedistas estiveram, e continuam a estar, um passo em frente dos demais militares.
    Em 1956 e 1958 os “boinas verdes” de Portugal que já tinham introduzido algumas “novidades”, lançaram duas que na época constituíram uma autêntica “imagem de marca”; o uniforme de campanha (camuflado) e os cães de guerra!
    Em Novembro de 1956 chegam ao BCP os primeiros “camuflados”, idênticos ao modelo francês. A partir daí esse uniforme passou a ser utilizado pelos pára-quedistas em todas as situações/circunstâncias, constituindo mais um factor de admiração e curiosidade, por parte das populações, mas também de inveja e critica de determinados sectores das Forças Armadas.
    No início de 1958 o TCoronel Kaúlza de Arriaga afora a ideia da integração no Batalhão de cães treinados para fins militares. (Tema descrito aqui http://www.forum-paraquedistas.com/index.php?topic=287.0 )
    No final da década de cinquenta, início de sessenta o BCP iria ser empenhado nas suas primeiras missões operacionais. Perante este facto, foi feito um grande esforço para adaptar as Tropas Pára-quedistas a exigências específicas na instrução, organização, armamento, equipamento, efectivos, etc. Neste sentido merecem referência destacada a:
    -Fixação de novos quadros do pessoal do BCP em 1 JAN 60: 44 oficiais, 82 sargentos e 600 praças;
    - Ida a Inglaterra em SET e OUT de 1958 de oficiais pára-quedistas onde frequentaram o Curso do “COMANDOS”;
    - Ida a França e Argélia francesa em JUL e AGO de 1960 de oficiais, sargentos e praças onde frequentaram Cursos de Guerra Subversiva e Psicológica;
    - Aquisição de granadas de espingarda, lança granadas foguete e lança-chamas em 1959;
    - Aquisição de viaturas “Mercedes-Benz Unimog” e “Willys Jeep CJ5” em 1959/60;
    - Execução de estudos tendentes à selecção e aquisição de todo o material necessário ao lançamento em pára-quedas das subunidades do BCP.

PRIMEIRAS MISSÕES OPERACIONAIS
    Quatro anos após a sua formação, o BCP apresentava algumas limitações operacionais, apesar dos esforços desenvolvidos pelos seus responsáveis. Viaturas, pára-quedas, armamento e equipamentos, faltavam em qualidade e quantidade. Contudo a unidade mantinha um elevado ritmo de instrução, melhorava as infra-estruturas e respondia a diversas solicitações para demonstrações de pára-quedismo, desfiles e visitas às suas instalações.
    Nas subunidades operacionais, as tarefas decorriam com as dificuldades inerentes ao facto de se tratar, de uma unidade com características únicas nas Forças Armadas. Tudo era feito pela 1ª vez, particularmente na actividade pára-quedista.
    Embora as limitações fossem muitas e variadas, a força de vontade, iniciativa, inteligência e entusiasmo dos pára-quedistas, ajudou a ultrapassá-las, permitindo assim o cumprimento das primeiras missões operacionais atribuídas ao BCP.

Exercício “Himba” – Força Aérea em África – 1959:

    Embora fosse um exercício, o “Himba” revestiu-se de características, que justificam a sua inclusão neste capítulo.
    De facto, o exercício foi planeado, conduzido, executado e sentido pelos que nele participaram, como uma autêntica operação de guerra. A Directiva Nº1 do Comandante do exercício, Brigadeiro João de Freitas, dava bem esta impressão quando, referindo-se a algumas das finalidades do exercício, dizia: “… tem de ser alcançada custe o que custar… “. O mesmo documento indicava ainda o comportamento em relação aos habitantes locais (Angola) dos nossos militares: “… Nestas condições, importa que o comportamento do conjunto “Himba” e de cada elemento de per si, seja irrepreensível sob todos os aspectos…, … há que, por todos os meios, impedir a ostentação pessoal de força e as atitudes que possam dar a impressão de fraco espírito militar, carência de educação cívica ou deficiente noção de disciplina. E tudo isto interessa em relação, tanto aos brancos, como aos de cor.”  
Finalidades do exercício:

    Tendo a FAP recebido a missão de instalar no ex-Ultramar Português, aeródromos base e outros meios, foi constituída uma força operacional que deveria proporcionar um primeiro contacto de elementos das unidades e serviços da Metrópole, com o ambiente de algumas províncias ultramarinas. O exercício realizado por esta força operacional, com o nome de código “Himba”, incluiu actividades diversas constituindo essencialmente uma operação de transporte aéreo.

Meios utilizados:

-
6 aviões PV-2 da BA-6
- 3 aviões SC-54 da BA-4
- 2 aviões C-47 do AB-1
- 1 avião C-47 da BA-3
- Uma companhia do BCP, embarcada em SC-54
- Elementos de apoio, embarcados em C-47 e PV-2.
    Todos estes meios foram organizados em 3 agrupamentos (A, B e C). O início deste exercício ficou marcado por um acidente que obrigou a alterar a organização dos agrupamentos: o avião C-47, pilotado pelo 2º Comandante do Exercício, à partida de Lisboa em 12 de Abril de 1959, despenhou-se, tendo falecido todos os seus ocupantes. Nesta aeronave não viajavam militares pára-quedistas.

Organização:

 
 O “Himba” estava organizado em:
- Comando
- Estado-maior (Intendência e Contabilidade, Material, Operações, Pessoal, Saúde e Batalhão de Caçadores Pára-quedistas).

Execução:

   O exercício de transporte aéreo iniciou-se com a saída dos aviões, de território continental, divididos em 3 agrupamentos em Abril de 1959.
    O efectivo do BCP estava na sua quase totalidade incluído no agrupamento “A”.
    Foram efectuadas aterragens na Guiné, S. Tomé e finalmente em Luanda (Angola). Desta cidade as Tropas Pára-quedistas seguiram, via aérea, para Nova Lisboa e Sá da Bandeira onde realizaram saltos em pára-quedas e desfiles.
    Para além de participarem nos saltos e desfiles, os pára-quedistas foram também responsabilizados pela segurança das aeronaves, “entre o pôr-do-sol e até uma hora depois do nascer do sol”. Durante o dia a segurança era responsabilidade das tropas locais (Exercito). Este procedimento manteve-se até 30 de Abril, porque após essa data e por questões de segurança passaram também a assegurar um reforço diurno.
    A recepção à Força Aérea e aos pára-quedistas, foi verdadeiramente apoteótica! Naturais de Angola, brancos e negros, sentiram que este jovem ramo das Forças Armadas, caso necessário, os poderia apoiar. Pois 3 anos depois, muitos desses portugueses foram alvo dos ataques desencadeados pelos movimentos guerrilheiros e tiveram o apoio rápido e pronto da FAP e “Páras”. Talvez não seja despropositado lembrar que um mês antes do Dr. Oliveira Salazar lançar a célere, “…para Angola rapidamente e em força…”, que despoletou o envio de grandes contingentes do Exercito para aquela província, já as Tropas Pára-quedistas e a Força Aérea combatiam em todo o Norte de Angola.

A demonstração dos pára-quedistas iniciou-se com o salto de apenas 2 militares: Major Videira e o Capitão Capelão Martins. Após a chegada ao solo, outros 80 saltaram, de bordo dos “Skymaster” (foto disponivel) da FAP.
    O lançamento decorreu sem incidentes, assim relatado por um jornalista: “Rapidíssimos, como é a sua notável característica, os soldados soltaram-se dos pára-quedas, empunham marcialmente as espingardas metralhadoras de que vinham munidos, juntam-se em formatura de quatro, sob o comando do Tenente Araújo e Sá e possantes, enérgicos, desfilam perante a tribuna, em continência correspondida pelo Governador-Geral. Momentaneamente o silêncio é electrizante. Mas de repente, a multidão, sentindo os nervos mais laços e tomada a consciência verdadeira do valor e beleza do que acabara de presenciar, irrompe numa manifestação ímpar, de verdadeiro delírio, no mais veemente dos aplausos e na mais sincera das homenagens”.             Os pára-quedistas tinham acabado de cumprir da forma mais brilhante, a sua participação na “operação Himba”.

BISSAU – 1959:

    Logo após a realização do “Himba”, os pára-quedistas foram de novo enviados para África, voltando a pisar solo guineense. Em Agosto de 1959, uma greve dos estivadores de Pigiguiti (Bissau), foi duramente reprimida pelas forças da ordem. A situação na cidade estava muito tensa a as tropas europeias na colónia, eram em número reduzido.
    Havendo necessidade de reforçar a guarnição local com a máxima urgência, o governo português optou pelo envio de pára-quedistas. A 10 de Agosto de 1959, um pelotão do BCP é colocado, via aérea, em Bissau. Em apenas 10 dias conseguiram cumprir os objectivos que lhes haviam sido determinados.

ANGOLA – 1960

    No final de 1960 o Tenente pára-quedista Veríssimo chega a Luanda, comandando um pequeno destacamento de cães militares. Tendo como principal missão assegurar a defesa próxima da Base Aérea Nº9, estes militares viriam a contribuir também, para a futura instalação das Tropas Pára-quedistas nesta província.
    Em 1961, estas equipas cinófilas participam em missões de patrulhamento nas zonas “quentes” da cidade.
    Com o deflagrar dos actos terroristas no norte, estes militares, são de imediato empregues em conjunto com a companhia vinda de Tancos, que fez apenas uma escala de horas em Luanda, para de imediato ser lançada em operações.

S. Tomé, Angola, Moçambique, Índia:

    No ano de 1961, efectivos do BCP e RCP actuaram em quase todas as parcelas do então território nacional. Só não estiveram presentes em Timor, Macau e S. João Baptista de Ajudá.
    A 22 de Janeiro de 1961, o auto-proclamado Conselho Nacional Independente de Libertação, assalta o paquete “Santa Maria”, próximo de Curação, na América Central. Entre as principais medidas militares tomadas pelo governo português para capturar o navio, ou impedir a sua acostagem a portos nacionais, conta-se a utilização das Tropas Pára-quedistas.
    Em 26 de Janeiro, 2 pelotões de “paras” seguem em aviões DC4 da FAP para o Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné) e S. Tomé.
    Entretanto o luxuoso paquete é entregue às autoridades nacionais, no Brasil, em 2 de Fevereiro, não se concretizando a hipótese de desembarque hostil em território português.
    Nesse ano foi instalado em Angola o BCP 21, englobando os militares que já se encontravam a combater neste território ultramarino.
    Os 2 pelotões que haviam partido de Lisboa em consequência do assalto ao “Santa Maria”, rumam para Luanda em 22 de Fevereiro, e daí para Lourenço Marques, constituindo este efectivo, o Destacamento Avançado de Comando de Pára-quedistas (DAC).
    Entretanto, por imperativos da guerra em Angola, o efectivo inicial do DAC é rendido por pessoal ido de Tancos, seguindo para Luanda.
    O RCP mantém, contudo, um pequeno efectivo em Moçambique.
    Até meados de 1962 estes militares “Páras” (DAC) estiveram sempre empenhados em missões de segurança a instalações militares e actividades de instrução.
    O começo da existência “de facto” do BCP 31 é fixado em 6 de Março de 1964, data da tomada de posse do 1º dos seus Comandantes, TCoronel Pára-quedista Rafael Durão.
    Em Setembro de 1964, a FRELIMO desencadeia a luta armada em Moçambique.
    Mas, recuando no tempo, em Dezembro de 1961 a União Indiana, com o beneplácito envergonhado de algumas “democracias ocidentais” invade e ocupa militarmente o Estado português da Índia. Em consequência desta atitude político-militar foi necessário evacuar, via aérea, civis e militares portugueses de Goa para Lisboa. Nesta acção, que decorreu entre 12 e 13 de Dezembro, participaram 3 enfermeiras pára-quedistas.

Em Portugal:

    Também na então “metrópole os “Páras” foram chamados a intervir.
    Em 13 de Abril de 1961, alguns membros do governo, nomeadamente militares, tentaram depor o Presidente do Conselho de Ministros. Na iminência de uma acção armada hostil à ordem estabelecida, a FA entra de prevenção e forças pára-quedistas são enviadas para Lisboa.
    A prontidão com que tais forças foram colocadas na capital, bem como a sua predisposição para intervir, terá de algum modo contribuído para o fracasso desta intentona.
    Em 10 de Novembro deste atribulado 1961, um avião “Constellation” da TAP, sobrevoa a capital lançando panfletos da Frente Antitotalitária dos Portugueses Livres no Estrangeiro.
    Na sequência deste incidente a FA tomou algumas medidas preventivas, nomeadamente a colocação no AB1 (Lisboa), de um pelotão de “Páras”, com a missão de neutralizar qualquer tentativa de desembarque de núcleos subversivos no Aeródromo.

Guerra à porta:

    Os anos que antecederam o início das operações militares em África foram de intensa actividade. O esforço desenvolvido no BCP, preparando os militares pára-quedistas para combate, foi muito prejudicado pelas inúmeras solicitações, devido, sobretudo, aos seus reduzidos efectivos.
    Por outro lado, as frequentes missões realizadas por efectivos variáveis, também não permitiam um correcto e eficaz enquadramento das subunidades operacionais.
    Pois é, com apenas 6 anos de existência, os “Páras” portugueses iam agora enfrentar o teste decisivo a que todos os corpos militares, um dia, se sujeitam: A GUERRA
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